“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal...” (Lc 6.45)
Desventuras do Bom Coração
O mau coração é aquele coração orgulho, vaidoso e egoísta. Este coração tem medo de sofrer as conseqüências de se doar. Ele permanece fechado, é sem afeição. Este, não suporta a indiferença, pois busca o reconhecimento, o prestígio e aplausos. O bom coração é aquele que sai do peito e, de alguma forma, é despedaçado, fragmentado. Pode-se visitar o coração bom sempre que se desejar, e alegra-se que ele esteja bem, em boa saúde, jovem e vigoroso, cada vez mais rico e disposto a fazer obras de benevolência. Mas o coração bom é, por vezes, maltratado e maltrapilho, que não encontra casa que o acolha. Quanto mais avança nessa via dolorosa de exilado por uns, mais se reconhece incapaz, estéril. A lembrança da sua identidade o mantém vivo: feito para amar, por isso propriedade dos outros. E o uso desta propriedade alheia cria a misteriosa experiência da sua identidade quanto mais está a serviço de outrem, mais sabe que existe como coração. E esta é uma experiência profunda de alegria, que não pode ensinar a ninguém, porque é totalmente interior. Alegra-se por haver deixado o seu domicílio para ser hospede de todos; uma porta se abre para acolhê-lo em clima de festa, e outras portas, por de versas vezes, se fecha e ele é abandonado à agressão daqueles que querem erradicar do mundo a presença incomoda do coração. A acolhida e a recusa alimentam a única verdade imanente no homem, a necessidade de relação.
Desventuras do Bom Coração
O mau coração é aquele coração orgulho, vaidoso e egoísta. Este coração tem medo de sofrer as conseqüências de se doar. Ele permanece fechado, é sem afeição. Este, não suporta a indiferença, pois busca o reconhecimento, o prestígio e aplausos. O bom coração é aquele que sai do peito e, de alguma forma, é despedaçado, fragmentado. Pode-se visitar o coração bom sempre que se desejar, e alegra-se que ele esteja bem, em boa saúde, jovem e vigoroso, cada vez mais rico e disposto a fazer obras de benevolência. Mas o coração bom é, por vezes, maltratado e maltrapilho, que não encontra casa que o acolha. Quanto mais avança nessa via dolorosa de exilado por uns, mais se reconhece incapaz, estéril. A lembrança da sua identidade o mantém vivo: feito para amar, por isso propriedade dos outros. E o uso desta propriedade alheia cria a misteriosa experiência da sua identidade quanto mais está a serviço de outrem, mais sabe que existe como coração. E esta é uma experiência profunda de alegria, que não pode ensinar a ninguém, porque é totalmente interior. Alegra-se por haver deixado o seu domicílio para ser hospede de todos; uma porta se abre para acolhê-lo em clima de festa, e outras portas, por de versas vezes, se fecha e ele é abandonado à agressão daqueles que querem erradicar do mundo a presença incomoda do coração. A acolhida e a recusa alimentam a única verdade imanente no homem, a necessidade de relação.
