Sábado, Maio 19, 2007

Leonardo DiCaprio: ecologicamente correto

O ator americano Leonardo DiCaprio apresentou neste sábado (19) em Cannes um documentário ecológico sobre os perigos do aquecimento global, "A 11ª hora", do qual é co-produtor, um dos roteiristas e narrador.
A 11ª hora do título é anterior à catástrofe, quando ainda é possível evitar a tragédia. O filme assume um tom pedagógico: dezenas de especialistas em meio ambiente explicam detalhadamente ao longo do documentário os problemas do planeta e suas causas.
Na linha do oscarizado "Uma verdade inconveniente" de Davis Guggenheim, sobre o combate de Al Gore, "A 11ª hora" se torna mais polêmico quando os especialistas criticam diretamente a globalização econômica e a submissão do poder político às grandes empresas.
"Nosso objetivo foi reunir os maiores cientistas do mundo que estudam os problemas do meio ambiente e permitir que se expressassem livremente", disse o ator em uma entrevista coletiva.
"Nós estávamos ali para fazer perguntas e para compreender", declarou. "Eu não sou um especialista, sou um cidadão como os demais que se preocupa com o que acontece."

Mensagem

Estrela de Hollywood e ambientalista de longa data, DiCaprio tem uma mensagem para o mundo: proteja o ambiente já, antes que seja tarde. Como ele afirma no documentário, as pessoas estão vivendo os últimos momentos antes que seja tarde demais para agir contra o aquecimento global. "O aquecimento global é uma realidade. Está acontecendo", DiCaprio disse a repórteres no lançamento do filme. O ator elogiou o documentário de Al Gore por chamar a atenção para o assunto e afirmou que filmes geralmente têm mais impacto do que discursos científicos ou relatórios de pesquisa, porque cidadãos comuns assistem, ouvem e aprendem nos cinemas. "No ano passado, as pessoas passaram a encarar este assunto com mais seriedade, e isso é um resultado direto de mexer com a emoção das pessoas com um formato cinematográfico", ele disse.
Diferentemente de "Uma Verdade Inconveniente", que dá grande destaque a Al Gore, "The 11th Hour" tem uma abordagem escolar das causas do problema --que alguns líderes políticos e cientistas negam existir-- e de o que as pessoas podem fazer para combatê-lo.
O filme de cerca de 90 minutos, que foi produzido e narrado por DiCaprio e dirigido pelas irmãs Leila Conners Petersen e Nadia Conners, assusta e dá esperanças ao mesmo tempo. DiCaprio coloca questões que cidadãos comuns podem fazem no dia a dia. Depois, cientistas renomados como Stephen Hawking oferecem respostas.
Os cientistas avisam que o resultado mais extremo do aquecimento global será a extinção dos humanos, mas eles também dão exemplos do que pode ser feito para contê-lo, de simplesmente trocar as lâmpadas a eleger líderes comprometidos com o meio ambiente e comprar produtos ambientalmente corretos.
"Os que choram pouco, ou não choram nunca, acabarão apodrecendo em vida."
Nelson Rodrigues

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Igreja pentecostal muda vida de 54% dos fiéis

da Folha OnlinePesquisa do Datafolha publicada em um caderno especial na edição da Folha deste domingo mostra que 54% dos evangélicos pentecostais respondem "sim" à pergunta "Você já mudou algum hábito ou deixou de fazer alguma coisa por causa de sua religião?" Entre os que se declaram católicos, o índice dos que dizem ter mudado de hábito é de só 9%. Nada menos que 90% dos seguidores do papa Bento 16 confessam não ter deixado de fazer (nem passado a fazer) algo devido à religião.O sociólogo Ricardo Mariano, professor da PUC-RS, diz que isso ocorre porque as igrejas evangélicas abrigam convertidos. "Uma coisa é nascer católico, religião majoritária, filho de família católica há várias gerações. Outra é se converter evangélico. É preciso ter distinção comportamental para sustentar um comportamento distinto. Vem daí moralidade estrita, ascetismo e puritanismo."A conversão nas igrejas evangélicas é sintetizada no "nascer de novo" (deixar a vida anterior), frase ao gosto de pastores em programas de TV. "Isso tem apelo incrível sobre presidiário, prostituta, quem vive em área devastada", diz Mariano.

http://www1. folha.uol. com.br/folha/ brasil/ult96u919 42.shtml

Terça-feira, Maio 08, 2007

Conservando as convicções

"E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé." (1Tm 6,20-21)
"Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decénios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento... A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao colectivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar "aqui e além por qualquer vento de doutrina", aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades."
TRECHO DA HOMILIA DO CARDEAL JOSEPH RATZINGER DECANO DO COLÉGIO CARDINALÍCIO
18 de Abril de 2005

Domingo, Maio 06, 2007

Do deserto ao manancial de águas

"Bem-aventurado o homem cuja força está em ti,
em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial;
de bênçãos o cobre a primeira chuva" (Sl 84,5-6).
A bíblia narra a tragetória do povo de Israel no deserto do Sinai por quase quarenta anos. Este relato nos ensina muito a respeito da pedagogia de Deus em disciplinar seu povo. Israel foi escolhida para ser a nação que levaria o nome do único e verdadeiro Deus, Yahweh, e para isso era necessário que este povo abandonasse toda cultura pagã idólatra do povo egípcio. Daí o deserto. Lugar de provações e privações, onde o relacionamento com Deus era o único meio de sobrevivência. No deserto o povo se organiza em tribos, e mesmo uma tribo precisa de organização social, política e econômica. Para que a organização seja justa e beneficie a todos, Moisés faz o povo entender que só da parte de Deus poderia vir um códico de leis que caracterize imparcialidade, justiça e equidade. É no deserto que nasce uma nação, que segundo o coração de Deus, deveria ser modelo para todos os povos, luz para o mundo.
Mas com tanto deserto e secura, Deus na sua providência, faz abundar água para saciar nossa sede. Somos levados, muitas vezes, ao deserto, para termos sede de Deus. Nas provações e privações nos sentimos sós, áridos espiritualmente e enfraquecidos, o que nos leva ao desespero, murmurações e revolta contra Deus (Ex 32). No entanto, Deus dispoe um mar de água à nossa frente. A Sua Palavra tras desde seu início trata de água (Gn 1,2), e termina ainda falando de água (Ap 22,17). Isso, simbolicamente, nos tem muito a nos dizer e ensinar. Na ausência de água não a vida verde (Gn 2,5), as águas fazem crescer as árvores plantadas junto a elas, gerar frutos, conserva as folhas sempre verdes e etc. (Sl 1, 3; 65,9-13; Ez 31,1-5 e etc.). Se até as águas barrentas do Jordão restauraram e purificaram o corpo de Naamã, quanto mais pode fazer por nós as águas purificadoras de Deus, Sua Palavra e Seu Espírito!
Se ainda assim, não temos fé ou esperança o suficiente para crer que desse deserto que podemos nos encontrar saia água da pedra (Nm 20,11), lembre-se, assim como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião e vão produzindo vida na terra seca (Sl 133,3; 147,8), Deus na sua infinita e abundante graça, usa da comunidade da fé para nos sustenta em apoio, orações e palavras de esperança.
Usemos de todos os meios de graça, que Deus nos providencia para que tenhamos uma vida frutífera (Gn 49,22; Sl 1,3; Lc 8,15). Cristo tem água em abundancia para cada um de nós, e nos convida, "Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" (Ap 22,17).