Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Devocional

A Dádiva da Amizade



Cultivando um amigo espiritual A amizade é uma das maiores dádivas que o ser humano pode receber. Ela está para além dos alvos comuns, dos interesses compartilhados ou das mesmas histórias. É mais forte do que a atração física, mais profunda do que a solidariedade ou um projeto vida. A amizade é a alegria de dar e receber, de amar e sofrer, de confiar e entregar sem reservas. É estar com o outro, mesmo quando não podemos nem aumentar a alegria, nem diminuir a tristeza. Amizade é o encontro de almas que promove a nobreza do amor.


O culto ao individualismo, a busca pela realização pessoal, o narcisismo, a satisfação imposta pelo consumismo, tudo isso tem criado em nós uma sensação falsa de preenchimento e uma percepção cínica da amizade. Muitos homens modernos estranham e até levantam suspeitas sobre as declarações de Jônatas a Davi que, segundo o relato bíblico, afirma que o amava como à sua própria alma. Nossa capacidade de compreender o significado e a profundidade da amizade compromete, não só nossa humanidade, mas sobretudo, nossa relação com Deus. De um lado, nossa vida pode ser resumida na busca por um amigo, na renúncia da solidão; mas, por outro, rejeitamos a idéia de qualquer relacionamento cuja intimidade levante suspeitas sobre nossa integridade e comprometa nossa liberdade.


Foi a amizade entre Davi e Jônatas que livrou Davi da loucura, de ser um homem amargo, doente e vingativo. a relato da amizade entre os dois dá-se entre os capítulos 18 e 20 do primeiro livro de Samuel. Nestes três capítulos vemos o relato do ciúme assassino de Saul contra Davi, quando por várias vezes tenta destruí-lo e matá­-lo. Davi tinha tudo para ser uma pessoa vingativa e amarga. Foi perseguido e odiado, não por ter feito algo errado, mas por ser bom, fiel e generoso. No Salmo 41 ele descreve sua tristeza por ser traído por um amigo íntimo, em quem ele confiava e que comia em sua mesa. Davi amava Saul. Ser perseguido e odiado por alguém que se ama é um golpe que leva qualquer pessoa à loucura, que traz profundas raízes de amarguras. Davi tinha tudo para ser alguém assim. No entanto, a amizade de Jônatas surge como um jardim no meio do deserto de Davi. Ela o preserva, guarda seu coração e alma, mantém sua humanidade firme e verdadeira. A amizade salvou Davi.


O alicerce da amizade de Davi e Jônatas foi Deus, o Deus da aliança. Ao se despedirem, depois de chorarem e beijarem um ao outro, disse Jônatas a Davi: "Vai-te em paz. porquanto juramos ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua." Há, nesta declaração, duas características da amizade de Davi e Jônatas que merecem ser destacadas. A primeira é Deus. Deus faz parte da amizade. Na verdade, toda amizade começa em Deus, ou melhor, toda experiência real e verdadeira de amor começa e é preservada em Deus, que é a fonte de todo amor. Somente quanto nos sentimos amados, desejados e queridos, é que aprendemos a amar, desejar e querer. O único amor que torna possível o nosso amor é o amor divino. Um amor que se dá a nós sem reservas ou medos, que não impõe condições, que é generoso e abundante. Deus nos ama, não porque atingimos algum grau de perfeição ou pureza, mas por sermos exatamente como somos. Ele nos conhece como ninguém, sabe tudo a nosso respeito, não há nada que possamos esconder dele, e mesmo assim nos recebe em seu amor, abraça nossas culpas e pecados, sofre nossas dores, chora nossa miséria e cria para nós um novo lar, uma família, uma comunidade. Jônatas e Davi colocam Deus entre eles. "Seja Deus entre nós para sempre", foi o que Jônatas disse a Davi. Deus será sempre o avalista desta amizade. Ela não existe sem ele. Ele estará sempre no meio, será o elo que liga, a corrente que amarra e prende. Será uma amizade fundamentada em Deus e no seu amor. Será maior que Davi, maior que Jônatas, maior que as circunstâncias, maior que os riscos que o pecado humano naturalmente cria nas amizades. "Seja Deus para sempre entre nos.”


A outra característica na declaração de Jônatas foi sua despedida. Ele inicia dizendo: "Vai-te em paz!" - é uma amizade libertadora, não possessiva, não sufocante. Ela deixa o outro seguir, invoca a paz, abençoa. Toda relação possessiva, dominadora, não passa de uma relação com o próprio ego medroso e inseguro. Ela não alimenta o amor, não promove o outro, não contribui para o crescimento. Davi nunca mais viu Jônatas, o convívio entre eles teve curta duração, mas a amizade permaneceu pelo resto da vida. Até mesmo depois da morte de Jônatas, Davi continuou celebrando a aliança que juntos haviam invocado, continuou provando a bênção da presença de Deus que tornou possível a amizade.


Toda dádiva de Deus tem um valor em si mesma. Estamos acostumados a encontrar o valor das coisas em algum lugar fora delas. Precisamos de resultados, estatísticas, alguma comprovação de que o investimento foi bom, valeu a pena. Os dons de Deus não deveriam ser avaliados assim. Sua beleza reside neles, e não apenas no que produzem. A amizade tem sua beleza nela mesma. Como disse Rubem Alves, um amigo é aquela pessoa que vive de sua inutilidade. Ele diz: "Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir." Foi isto que a amizade de Jônatas fez por Davi: nunca permitiu que Davi se sentisse só, mesmo depois da sua morte. Jônatas abriu o coração de Davi para esta experiência única e transformadora.


Amigos são dádivas de Deus. Não os fabricamos, apenas os recebemos com alegria e gratidão e os cultivamos com amor e dedicação. No entanto, vale lembrar que eles não são substitutos de Deus, pois trazem consigo suas limitações e fraquezas. Seu amor não é infalível, muito menos perfeito. Se temos medo de amar, se não aceitamos os riscos e as deficiências da amizade, então dificilmente construiremos os vínculos da comunhão. Nenhum amigo jamais preencherá sozinho as lacunas da nossa alma ou da nossa solidão. Mas é na amizade, com todas as suas limitações, que podemos experimentar o amor incondicional e ilimitado de Deus. É nela que aprendemos a dar e receber, a amar e ser amados, a perdoar e compreender. Aprendemos a cuidar, consolar, confrontar e compartilhar alegrias e tristezas. Precisamos de Deus para aprender a amar nossos amigos e precisamos dos amigos para seguir amando a Deus. Fomos chamados para a amizade. A comunhão faz parte da vocação primeira do cristão. Jesus, no sermão de despedida, disse que não chamaria mais seus discípulos de servos, mas de amigos. A razão é muito simples: não haveria mais segredos entre eles; tudo quanto ele e o Pai compartilhavam, agora seus amigos também compartilhariam. Jesus nos chama para a amizade. Não há convite mais pessoal amoroso e eterno do que este, assim como nada há de mais transformador, mais verdadeiramente humano e mais revolucionário. E eu me pergunto se nossa resistência à oração não é porque resistimos à amizade... Mas isto fica para uma outra conversa.
Ricardo Barbosa de Souza

Notícias

Igreja Blindada!?

O Rio de Janeiro possui mais de 600 favelas. Igrejas evangélicas convivem neste ambiente, pregando o Evangelho e foram até foco de atenção e elogio da imprensa americana, que ressaltou o trabalho social dos evangélicos em favelas cariocas.

E bem no meio deste universo de peculiaridades culturais e muitos riscos, está uma igreja assustada com o número de balas perdidas que ameaçam os frequentadores de seus cultos. É a Igreja Congregacional de Acari, que decidiu blindar seu templo e irá construir paredes que contarão com concreto, ferro e pedras para maior proteção.

Entre o fogo cruzado de policiais e traficantes, a igreja está localizada em um dos principais acessos à favela de Acari, e é frequente ver a imagem de irmãos atirando-se ao chão na hora dos tiroteios. O pastor Odalirio Luís da Costa, responsável pela igreja, argumenta: “Já contamos com a proteção divina e agora teremos paredão blindado em toda a lateral de 35 metros de comprimento”.

A blindagem deve ficar pronta em fevereiro e conta com a ajuda do auxiliar do atual técnico da Seleção Brasileira de Futebol, o ex-jogador Jorginho.
Fonte: Enfoque Gospel

Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Devocional

Excelentes Frutos


“Excelentes frutos, novos e velhos; eu tos reservei, ó meu amado” (Ct. 7:13)

A esposa deseja dar a Jesus todos os seus frutos. Nosso coração tem "toda a sorte de frutos agradáveis", tanto "novos" quanto "velhos", e eles estão reservados para o nosso Amado. Na rica estação do outono, vamos verificar nossos depósitos. Temos frutos novos . Desejamos sentir nova vida, nova alegria, nova gratidão; desejamos tomar novas resoluções e realizá-las com novos trabalhos; nosso coração floresce com novas preces, e nossa alma se compromete a novos esforços. Mas, também temos alguns frutos antigos . Há o nosso primeiro amor: um fruto selecionado! e Jesus Se deleita nele. Há a nossa primeira fé: aquela fé simples, pela qual, não tendo nada, nos tornamos possuidores de tudo. Há aquela alegria de quando conhecemos o Senhor: vamos reavivá-la! Há antigas lembranças de Suas promessas. Como Deus tem sido fiel! Na doença, como Ele afofou nossa cama! Em águas profundas, com que tranqüilidade nos fez flutuar! Na fornalha de fogo, quão graciosamente nos livrou. Frutos antigos, sem dúvida! Temos muitos deles, pois Suas misericórdias excedem os nossos fios de cabelo. Velhos pecados que devemos lamentar, mas que depois tivemos o arrependimento que Ele nos deu, o qual nos fez chorar nosso caminho na cruz e conhecer o mérito do Seu sangue. Temos frutos nesta manhã, tanto novos quanto velhos; mas, o principal é - estão todos reservados para Jesus. Verdadeiramente, essas são as melhores obras e as mais aceitáveis, nas quais Jesus é o único alvo da nossa alma, e Sua glória, sem que haja qualquer mistura, o fim de todos os nossos esforços. Reservemos todos os frutos unicamente para o nosso Amado; mostremo-los enquanto Ele estiver conosco e não os levantemos para contemplação dos homens. Jesus, trancaremos a porta do nosso jardim e ninguém entrará para roubar de Ti um único fruto do solo que Tu regaste com o Teu sangue. Todos serão Teus, unicamente Teus, ó Jesus, nosso Amado!
Charles Haddon Spurgeon

Capacitando os chamados

Todos podem ser lideres!



"Não tenho nada de novo para ensinar. O que nós precisamos é colocar as velhas teorias em prática." Esse é o recado do guru norte-americano James C. Hunter para os profissionais brasileiros na comemoração do aniversário de 7 anos da revista VOCÊ/SA, em São Paulo. Alguns, ou a maioria, dos princípios de liderança ensinados por Huster, autor que já vendeu 280 000 cópias do livro O Monge e o Executivo só no Brasil, são de fatos velhos princípios, apresentados seja pelo ensino direto das Escrituras, seja pelo exemplo de liderança de personagens bíblicos, principalmente o de Jesus, modelo por execelência.


As Escrituras declaram que fomos constituídos um povo de sacerdócio real. Em outras palavras somos mordomos e guias, ou seja líderes. Como líderes devemos conduzir pessoas a Cristo, ensiná-las os valores do reino, treiná-las a servir etc. Veja o que caracteriza um líder, segundo Junter, e perceba a influência bíblica nestes ensinos.



LIDERANÇA É INFLUÊNCIA

Liderança é sua habilidade de inspirar as pessoas a agir. Significa conquistá-las por inteiro: espírito, coração, mente, braços, pernas... E aí está a diferença entre poder e autoridade. Quando você tem poder, as pessoas fazem a sua vontade mesmo que não desejem. Quando você tem autoridade, as pessoas voluntariamente fazem a sua vontade, por causa da sua influência pessoal. Isso é que faz um grande líder.

UM BOM LÍDER SERVE, EM VEZ DE SER SERVIDO

Se liderança é influência e isso significa inspirar as pessoas a agir, ninguém fez isso melhor do que Jesus Cristo. E o que ele tinha a dizer sobre liderança? "Quem quiser ser líder primeiro deve servir." Na primeira vez em que li isso, pensei: "Que estúpido. Isso funciona na Igreja, mas não nos negócios. Se eu sou o chefe, as pessoas é que têm de me servir". Mas finalmente aprendi. O líder tem de servir, sim. Seu papel é ajudar as pessoas da sua equipe a ser o melhor que elas podem ser. Se você dá ao seu grupo o que eles precisam, eles também vão lhe dar o que você precisa.



UM BOM CARÁTER FAZ UM BOM LÍDER

Seja o pai, chefe, vizinho, amigo ou filho que você gostaria de ter. Liderança não é o que você faz, é o que você é. Liderança tem a ver com caráter: 99% das falhas de liderança são falhas de caráter. E o que é caráter? É o seu compromisso de fazer o melhor, mesmo quando você não deseja. Faça desse compromisso uma rotina. Suas ações viram seus hábitos, que viram seu caráter, que vira seu destino. O desenvolvimento da liderança significa o desenvolvimento do caráter. Não há seres humanos prontos. Há seres humanos sempre em formação. Você faz inúmeras escolhas sobre caráter diariamente. E são essas escolhas que determinam a pessoa que você está se tornando. Isso exige um trabalho duro.



TODOS TÊM POTENCIAL PARA SER LÍDER

Considerando que liderança é influência, todos podem ser líderes, porque todos podem influenciar pessoas. A diferença é que cada um tem uma responsabilidade diferente. A pergunta, certa, portanto, não é se você pode ser um líder. É como se tornar um líder eficiente naquilo que você faz, como ser um líder cada vez melhor [Lembre-se, maldito o que faz a obra do Senhor relaxadamente].



COMPROMISSO É ESSENCIAL

Os profissionais passam mais tempo no trabalho do que com suas famílias. Veja que responsabilidade para os líderes... Precisamos nos questionar sempre: "Somos os melhores líderes que podemos ser para esse time?". Como você pode pedir que as pessoas dêem o melhor de si se você não dá?



LÍDER BOM NÃO É LÍDER BONZINHO

Seu desafio é fazer o que as pessoas precisam que você faça, e não o que elas querem que você faça. Às vezes isso significa bater, às vezes abraçar.



LIDERAR É AMAR

Eu não preciso gostar de você, mas, como seu líder, tenho de amá-lo. Tenho de querer que você seja o melhor que você pode ser e ajudá-lo a fazer isso. Tenho de ouvi-lo, respeitá-lo, reconhecê-lo, inspirá-lo a agir... O conceito de amor, aqui, significa o que você faz, não o que você sente.



NÃO HÁ PROGRESSO SEM MUDANÇA

Você tem de ser a mudança que você quer ver no mundo. Se o seu chefe não entende os princípios da liderança servidora, isso não é desculpa para você não colocá-los em prática.



É HORA DE AGIR

Todos concordam com o que eu digo em O Monge e o Executivo. Mas é perda de tempo ler o livro se você não coloca isso em prática, se não move o conceito da liderança servidora da sua cabeça para o seu coração e daí para suas ações.



* No Natal de 2004, 12 executivos da Telefônica receberam um exemplar do livro. A iniciativa partiu de Regina Lopes, diretora comercial do segmento corporativo. "Eu queria transmitir a idéia de que liderar é servir", afirma. Os resultados não demoraram a surgir. "Já sinto diferença com relação ao feedback que os líderes dão a suas equipes", diz.

Durante o Fórum Mundial de RH, em Porto Alegre, a Gerdau distribuiu o livro para 52 gestores de recursos humanos da empresa no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e Canadá. O objetivo era divulgar o conceito de que liderança inspiradora é aquela que conquista o comprometimento e a motivação das equipes.

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Devocional


"Cedros" plantados pelo Altíssimo



“Os cedros do Líbano que Ele plantou”

(Sl. 104:16)


O Amazonas é rico em área verde, ao contrário de regiões desérticas, que assim são por falta de água, aqui temos água em abundância. As águas e o clima contribuem para que a região façam crescer a flora.

Na bíblia vemos várias citações de árvores que crescem por estarem junto às águas (Sl 1,3; Ez 31,3). Essa figura é comumente usada para retratar de Israel, quando Deus a estar abençoando, e ao povo de Deus em Geral. Assim, os cedros do Líbano também simbolizam os cristãos, naquilo que se refere a terem sido inteiramente plantados pelo Senhor (Sl 92,12,13; Is 60,21). O cristão não é obra plantada pelo homem, nem por si mesmo, mas é plantado por Deus. A mão misteriosa do Espírito divino fez cair a semente da vida dentro do coração que Ele mesmo preparara para recebê-la. Cada verdadeiro herdeiro do céu pertence ao grande Agricultor que o plantou. Além disso, os cedros do Líbano não dependem do homem para regá-los; eles subsistem nas altas rochas não irrigadas pelo homem; e, no entanto, nosso Pai Celeste supre suas necessidades. Assim é com o cristão que aprendeu a viver pela fé. Ele não depende do homem, mesmo nas coisas temporais; ele espera no Senhor seu Deus pelo seu sustento, e somente nEle. O orvalho do céu é sua porção e o Deus do céu o seu manancial. Aqui temos a simbologia da água que é Palavra de Deus (Ef 5,26; 2Pe 3,5). O crente no que tem a Palabra de Deus como sua fonte que sacia sua sede espiritual cresce assim como as árvores palantadas junto a ribeiros de água. Mais uma vez, os cedros do Líbano não são protegidos por nenhum poder mortal. Eles nada devem aos homens para serem preservados das tempestades e ventos tormentosos. São árvores de Deus, mantidas e preservadas por Ele, somente por Ele. É exatamente a mesma coisa com o cristão. Ele não é uma planta de estufa, protegido das tentações; ele fica no local mais exposto; não tem refúgio, nem proteção, exceto esta, que as vastas asas do Deus eterno sempre abrigam os cedros que Ele mesmo plantou. Como os cedros, os crentes são cheios de vigor, tendo vitalidade suficiente para estarem sempre viçosos, mesmo no meio das neves do inverno. Finalmente, o florescimento e as majestosas condições do cedro são somente para o louvor de Deus. O Senhor, e somente Ele, tem sido tudo para o cedro e, por isso, Davi, com muita doçura, colocou num de seus salmos: "Louvai ao SENHOR, árvores frutíferas e todos os cedros." (Sl. 148:9)

Com isto, entendemos que: No crente não existe nada que possa glorificar a si próprio; ele é plantado, nutrido e protegido pela própria mão do Senhor, por isso podemos descansar no Senhor e; Ele é digno de toda a glória!

Educação é a ferramenta para planejar o futuro

A sociedade mundial está em movimento, e crescendo. Nos países em desenvolvimento, esse crescimento explicita uma tendência de que a maioria dos fazedores de decisão possa ser a faixa dos mais jovens. No mundo desenvolvido, em contrapartida apresentando uma população concentrada nas faixas etárias mais elevadas, certamente se identificará com maiores dificuldades para compreender as mudanças e o que as motivam. Assim, no novo mundo já vivo e presente, tudo parece indicar que os jovens estejam com a palavra. Indicadores gerais confirmam o que está acontecendo. Mudanças significativas são impulsionadas pelo extraordinário desenvolvimento das telecomunicações, hoje instantâneas e universais. O fenômeno da globalização mundial começou, no final do Século XX, com os fluxos de recursos financeiros percorrendo o mundo independente de moedas locais, ganhando espaço o câmbio livre. Mais recentemente o movimento de produtos se intensificou, indo e vindo de e para todas as regiões. Nestes momentos observa-se o crescimento da migração de pessoas gerando e buscando oportunidades em outros países ou continentes. Este efetivamente é um fenômeno descrito com detalhes no excelente livro de Thomas Friedman - O Mundo é Plano. No novo Século XXI já é constatado que a maioria das populações vive em áreas urbanas, densamente povoadas. O setor rural mostra reduções populacionais e, como conseqüência, a maioria das atividades econômicas ocorre nas cidades. E é nesses aglomerados humanos mundiais que a riqueza vem se concentrando, criando sérios problemas urbanos hoje sentidos e vividos nas metrópoles que não param de crescer. Possivelmente, por esta mesma razão é que o produto mundial de serviços tenha superado o industrial. Tudo isso mostra que a globalização é uma realidade! Seu impacto já é sentido pelas empresas, regiões, países e pelas pessoas. Uma integração entre economias nacionais, culturas, tecnologias produz uma interdependência ainda não completamente compreendida, mas inevitável. Isto está cada vez mais explícito pelo surgimento de normas e regulamentos internacionais, como os de direitos humanos, meio ambiente, qualidade e padronização de produtos, etc. E essa nova fronteira de um "Direito Mundial" é que há valores insuspeitados e que contribuirá para novos horizontes do futuro. Em resumo, constata-se que os cidadãos são hoje mais mundiais e menos nacionais. Os mais variados produtos fabricados em todos os países podem ser encontrados em todo o mundo, fragilizando fronteiras políticas. Os especialistas mundiais são unânimes. Muito do futuro pode ser previsto e, assim, é possível planejá-lo, mas sem dúvida, fugindo dos atuais estereótipos criados pelos ambientes locais. No entanto, fatos novos e imprevisíveis, descobertas ou acontecimentos que quebraram paradigmas, podem alterar todo um quadro planejado. A pergunta seria: como tratar tais fatos que, como ocorreram no passado e alteraram quase tudo? A resposta obriga-nos a colocar que os vencedores no futuro não são os que fizeram os melhores planos, mas aqueles que responderam com rapidez e eficiência em relação ao inesperado. Os argumentos acima, embora generalistas, começam a apontar caminhos para análises que certa-mente poderão interessar não somente a fabricantes de produtos, mas àqueles que se dedicam ao fornecimento de serviços. Nos planejamentos dos países, das regiões e das empresas cada elemento básico precisa ser pensado, e mais do que isso, ampliado para atingir todos os campos, e com eles interagir. Os tópicos das preocupações mundiais, os quais podem ser usados para planejamentos, certamente passarão pelas grandes preocupações de hoje, transportes, energia, alimentos, telecomunicação, saúde, educação e outras. Nesse cenário em ebulição ganharão aqueles que melhor entenderem as novas atitudes e ações que sejam requeridas para melhor tirar vantagens de cenários ainda não presentes, mas que poderão se apresentar em poucos anos ou décadas. Na atualidade, as bases da vida dependem de quantidades e variedades de produtos e de serviços, as quais nos fazem absolutamente dependente da sociedade como um todo, e da sua capacidade de apoiar a cada um. Mesmo os eremitas, tão comuns no passado, não mais sobrevivem, entre outras necessidades, por exemplo, sem um telefone celular, alimentação ou vestimenta produzida por uma multinacional em algum lugar do mundo. Nos estudos realizados por entidades em todos os quadrantes da Terra uma unanimidade desponta e já norteia as ações dos planejadores governamentais. A educação, generalizada e de especialização, ao acesso de qualquer cidadão no melhor nível possível de qualidade, mostra-se como necessidade fundamental e que contará firmemente na classificação dos vencedores do futuro. Um bom exemplo disso é a surpresa que sentimos quando vemos uma criança trabalhando num computador com espantosa facilidade, como se aquela máquina falasse uma língua que faz parte do seu entendimento básico. Por tudo isso, não se pode chegar ao futuro, sem que se planeje o como chegar lá! Os vencedores serão aqueles que melhor responderem ao inesperado.

OZIRES SILVA em Gazeta Mercantil

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

O liberalismo teológico alemão ainda vive

Algum tempo depois de sua publicação, a tradução politicamente correta da Bíblia permanece controversa na Alemanha. Alguns teólogos a consideram uma adulteração, mas mesmo entre os críticos há quem a considere útil.
A Bíblia "in gerechter Sprache", ou Bíblia numa linguagem mais justa, foi criada para ser uma tradução moderna, que daria mais visibilidade às mulheres, corrigiria formulações anti-semitas e chamaria a atenção para questões sociais. Mas o livro com 2.400 páginas, lançado na Feira do Livro de Frankfurt no ano passado, tem dividido tanto teólogos quanto leigos, alguns dos quais se sentem atacados em suas crenças.

"A Bíblia não oferece apenas paradigmas, mas fala ao coração da existência humana", declarou a pastora Margit Büttner. "Quando isso é subitamente posto em questão, quando de repente eu não oro mais 'Pai nosso que estás no céu', mas digo: Jesus instruiu seus discípulos homens e mulheres a orar 'Pai e Mãe nossos que estão no céu', isso pode intimidar as pessoas."

A nova tradução, fruto do trabalho de dez teólogos e 42 teólogas, menciona as mulheres sempre que os homens são citados, mesmo correndo o risco de distorcer o pano de fundo histórico da Bíblia e de distanciar-se dos originais hebraico e grego. Assim, o livro refere-se a rabinos e rabinas, embora as primeiras rabinas tenham sido ordenadas só nos anos 1970.

Além disso, a "Bíblia em linguagem politicamente correta" muda termos como "homens" por "pessoas", "obedecer a Deus" por "escutar a Deus". E na carta de Paulo aos Romanos, por exemplo, a tradução substitui a palavra "irmão" pela expressão alemã geschwister, que inclui tanto irmãos quanto irmãs.

Na hora certa, dizem as feministas

Apesar de tecer críticas ao projeto, a teóloga católica Helen Schüngel-Straumann disse que uma nova abordagem já estava bem atrasada. "Como teóloga feminista, durante anos lutei para que acontecesse alguma mudança no que se refere à linguagem eqüitativa", disse ela, acrescentando que isso era uma de suas prioridades há décadas.

Ainda assim, ela não concorda com a nova tradução por falsificar a verdade histórica. Para a teóloga, essa nova versão distorce as relações sociais existentes numa sociedade patriarcal, as quais são importantes para compreender o contexto bíblico.

A teóloga suíça viu como positivo o afastamento da tradicional percepção de Deus como elemento masculino. Segundo ela, a nova tradução não poderia substituir as versões anteriores, incluindo a de Martinho Lutero, mas foi útil para provocar reflexão.

Apesar de suas reservas, a pastora Büttner também vê vantagens na iniciativa, que, para ela, tem atraído novamente a atenção para a Bíblia. Por outro lado, disse ter ouvido críticas da parte dos católicos. "Se realmente tornar-se aceito que havia apóstolas, a Igreja Católica não poderá ficar como está", disse a pastora protestante.
Fonte: Deutsche Welle

Sábado, Fevereiro 16, 2008

Ventos do Amazonas

O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3,8).



Ninguém até hoje conseguiu controlar o vento. Ele atua com uma independência completa, não podendo nem mesmo ser visto. Sabemos que ele está presente pelo som que faz ao passar e pelo sentir e arrastar de sua força ao soprar. É difícil precisar sua origem e seu destino final. Jesus usa esta comparação ao tratar daqueles que são nascidos do Espírito de Deus. É o Espírito que move a Igreja do Senhor. O vento faz o que deseja, da mesma forma o Espírito. Sua atuação é soberana, ás vezes incompreensível e misteriosa. A Igreja do Senhor Jesus caminha segundo os ventos do Espírito. A exemplo de Paulo a Igreja segue ou espera o comando do Espírito Santo para levar o evangelho mundo afora (At 16,6,7; 21,4).
O mesmo Espírito por soberana vontade soprou a favor do Amazonas desde os anos 50, trazendo a IPI do Brasil para esta importante região que na época estava em franco crescimento econômico e populacional. “No espírito de continuar contribuindo para a evangelização do Brasil”, primeiramente enviaram o Rev. João de Godoy, que ficou pouco tempo, logo depois, o vento do Senhor trouxe o Rev. Mário Alvarenga. Assim como a cidade, a igreja experimentou um franco crescimento. O primeiro culto reuniu 20 pessoas, depois 40 e, entusiasmado, o missionário sonhava grande e solicitou ajuda para aquisição de terreno e construção de um templo, o que logrou, vieram a construir um templo para trezentas pessoas, a partir de 1962 (o templo que hoje congrega a 1ª IPI de Manaus). Ainda neste começo a escola dominical atingiu 43 alunos, em 1955 e no ano seguinte fechou com 82 alunos, o que forçou a formação de liderança leiga. Muitos nomes surgiram, soprados pelos ventos do Espírito, que foram de grande ajuda naqueles anos.
Como resultado da capacitação de líderes e chegada de outros missionários e pastores, novas igrejas foram abertas e se desenvolveram, tornando possível em 1984 a formação do Presbitério do Amazonas. Hoje conta com seis igrejas e dez congregações, entre a capital e interior.
Esta história nos mostra o que é possível fazer quando contamos com a graça de Deus no poder do Espírito Santo. O Amazonas por meio da IPIB tem recebido do sopro de Deus levantando homens e mulheres para a obra missionária, que amam o ribeirinho à margem do rio Amazonas e levando o evangelho e a salvação integral ao caboclo amazonense.
Como resposta às nossas orações o vento do Senhor continua a soprar, e seu vento impetuoso está a nos levar para novos campos deste vasto Amazonas. Em breve teremos a oportunidade de sobre as asas do vento do Espírito levar o evangelho para a comunidade Vila Mutirão e adjacências, no Distrito de Iranduba.
Venha e conheça o que Deus está fazendo nesta região, por meio do Programa Férias no campo missionário.
Aguarde, em breve traremos mais informações.