“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...”
(Hb 12:2)
(Hb 12:2)
Novos tempos, novos costumes. Nossa sociedade hodierna vive uma multiplicidade de valores, onde cada um escolhe seu modo de viver e ver o mundo. Não há mais verdade absoluta, não há mais o certo e o errado, a moral é uma palavra imoral. No meio desta sociedade se encontra a Igreja. A Igreja que deveria influenciar e ser luz em meio às trevas é agora influenciada pelo mundo. O que quero dizer é que o relativismo também tomou conta do pensamento dos cristãos. Diversas são as interpretações que se dá ao texto sagrado, pastores pregam mensagens diferentes, conforme a conveniência. Cada crente vive sua fé baseada em experiências pessoais subjetivas, e interpreta a bíblia segundo essas experiências – o correto seria examinar a experiência segundo a luz da Palavra do Senhor.
Com isso ocorrendo no meio cristão, observamos o porquê tantas pessoas vivem tão mal. Vidas caracterizadas pela mediocridade. Há pouco que admirar e menos ainda imitar nas pessoas que se destacam em nossa cultura. Temos celebridades, mas não temos santos. Sucesso, hoje, está diretamente ligado à acumulação de riquezas materiais. Homens e mulheres se destacam na vida profissional à custa de esforços sobre humanos, sacrificando suas famílias e bons momentos da vida. Não é mais segredo que muitos destes vivem uma vida desgraçada emocionalmente.
Mas é claro que não estou exigindo um homem ou uma mulher perfeitos, morreria e não encontraria. Quando procuro até mesmo na bíblia não achamos facilmente esse ser humano perfeito. Nossos heróis bíblicos não eram campeões da virtude como esperamos. Abraão mentiu, Jacó enganou, Moisés assassinou, Davi cometeu adultério e assassinou e Pedro blasfemou. Isso é para nos mostrar que esses homens, homens de Deus, foram moldados no mesmo barro que nós e assim ensina que não devemos cultuar heróis.
Ao passo que a bíblia não esconde os erros do homens, ela exalta o ser de Deus. E Jesus é a manifestação viva e real desse Deus. E é nas Escrituras que encontramos qual o fim de seguir as pegadas dos homens e o fim, maravilhoso, de seguir as pegadas de Jesus. A associação com Cristo deve ser nosso alvo. Com Jesus encontramos o modelo de sucesso, uma vida pautada pela excelência, resultado de obediência e fé. É impressionante o ensino e a vida de Jesus. Uma vida interessada mais por Deus do que por si mesmo, sem traços de orgulho, rica em altruísmo e estimulante.
Vivemos numa sociedade que procura nos rebaixar ao nível de formigas - ou de gafanhotos usando a linguagem bíblica – fazendo com que no apressemos em consumir tudo que a sociedade cria para nos entupir os sentidos espirituais. Jesus viveu na contra mão, foi um ser humano de visão ampla, de enorme estatura espiritual e enfrentou todas as dificuldades na dimensão da fé.
Da mesma forma nós deveríamos viver imitando Jesus e viver insatisfeitos com qualquer coisa que não fosse excelência de Cristo. Jesus é a representação real e única que nos mostra como qualquer um de nós pode viver sendo obediente e ter fé em Deus.
