Pastor e teólogo alemão, cuja vida e legado têm exercido uma influência mundial sobre o pensamento teológico e a imaginação, piedade e prática cristãs na era da Segunda Guerra Mundial. Ótimo estudante, um dos oito filhos na família de um psiquiatra de destaque na Universidade de Berlim. Com dezesseis anos, decide tornar-se pastor e, no outono de 1923, ingressa na Universidade. Bonhoeffer recebeu seu doutorado de teologia da Universidade de Berlim com (pasmem) vinte e um anos (1927). Foi pastor da Igreja Luterana na Alemanha e, também fora do país. Bonhoeffer sempre e em toda parte fez-se admirar por sua nobreza de espírito e conduta.
Alguns acontecimentos marcam definitivamente sua vida. Em 1933 Adolf Hitler sobe ao poder, logo depois a Igreja evangélica oficial dos cristãos alemães adota a ideologia da nacional-socialista, partido nazista de Hitler. Bonhoeffer demonstra desde o início a sua discordância das teorias hitlerianas. Numa palestra radiofônica critica ao povo alemão pela adesão irrefletida às propostas de Hitler. Por perseguição e proibição em ministrar aulas nas universidades alemães aceita ao pastorado de duas igrejas em Londres.
Fruto desse período, Bonhoeffer entende os tempos e os desafios à fé, e assim redige duas obras de espiritualidade: Nachfolge (imitação), que em português é publicado com o título Discipulado e; Gemeinsames Leben (Vida Comunitária).
Mas, em 1939 decide voltar à Alemanha e ser solidário ao perseguidos do regime nazista, acaba ingressando nos movimentos de Resistência: “Não só é meu dever ocupar-me das vítimas deixadas no chão por um louco que dirige desvairadamente um carro por uma estrada abarrotada, mas também fazer de tudo para impedi-lo de dirigir”. Sua atividade no seio da resistência política e militar, todavia não o impede de continuar a exercer na sua Igreja um ministério autenticamente espiritual.
Em 5 de abril de 1943, é preso em Berlim. Mesmo preso desenvolve uma atividade muito intensa. Dá assistência ao seus companheiros de prisão, levantando a moral deles e comentando a bíblia. E escreve muito. Termina de redigir um livro, Ética, e varias cartas, que depois foram unidas e publicadas com o título Resistência e Submissão. Depois de julgado e condenado, no dia 9 de abril foi enforcado. Estava com 39 anos.
Além da vida, os escrito sobre espiritualidade de Bonhoeffer é um marco no pensamento cristão contemporâneo. Na prisão, estava em contato com pessoas bem diferentes dos seus alunos de seminário. Gente do mundo, cientistas, literatos, artistas, militares, homens sem fé, que ridicularizavam o Evangelho e a religião crista. Essa gente colocou para Bonhoeffer o problema da comunicação da mensagem cristã. Sua fé não se abalou, porém se convenceu de que não se pode mais defendê-la com argumentos tradicionais. Não se pode mais basear o cristianismo nos instintos religiosos. Ao contrario, para falar de Cristo hoje é preciso partir das categorias a-religiosas, que refletem a autocompreensão que o homem moderno tem de si mesmo. Para esse homem a-religioso, o Evangelho deve ser expresso em toda sua pureza, como salvação de todo o homem (não só da alma) e de toda a realidade. Para Bonhoeffer o maior traço que caracteriza seu pensamento é a imitação de Cristo: “Jesus Cristo é o centro, é a força da bíblia, da Igreja, da teologia e também da humanidade, da razão, da justiça e da cultura. Tudo deve retornar a ele e só sob a sua proteção pode viver” (Ética).
Muito temos que aprender com este homem, que viveu a sua vida de acordo com a essência do Evangelho, Cristo.
Alguns acontecimentos marcam definitivamente sua vida. Em 1933 Adolf Hitler sobe ao poder, logo depois a Igreja evangélica oficial dos cristãos alemães adota a ideologia da nacional-socialista, partido nazista de Hitler. Bonhoeffer demonstra desde o início a sua discordância das teorias hitlerianas. Numa palestra radiofônica critica ao povo alemão pela adesão irrefletida às propostas de Hitler. Por perseguição e proibição em ministrar aulas nas universidades alemães aceita ao pastorado de duas igrejas em Londres.
Fruto desse período, Bonhoeffer entende os tempos e os desafios à fé, e assim redige duas obras de espiritualidade: Nachfolge (imitação), que em português é publicado com o título Discipulado e; Gemeinsames Leben (Vida Comunitária).
Mas, em 1939 decide voltar à Alemanha e ser solidário ao perseguidos do regime nazista, acaba ingressando nos movimentos de Resistência: “Não só é meu dever ocupar-me das vítimas deixadas no chão por um louco que dirige desvairadamente um carro por uma estrada abarrotada, mas também fazer de tudo para impedi-lo de dirigir”. Sua atividade no seio da resistência política e militar, todavia não o impede de continuar a exercer na sua Igreja um ministério autenticamente espiritual.
Em 5 de abril de 1943, é preso em Berlim. Mesmo preso desenvolve uma atividade muito intensa. Dá assistência ao seus companheiros de prisão, levantando a moral deles e comentando a bíblia. E escreve muito. Termina de redigir um livro, Ética, e varias cartas, que depois foram unidas e publicadas com o título Resistência e Submissão. Depois de julgado e condenado, no dia 9 de abril foi enforcado. Estava com 39 anos.
Além da vida, os escrito sobre espiritualidade de Bonhoeffer é um marco no pensamento cristão contemporâneo. Na prisão, estava em contato com pessoas bem diferentes dos seus alunos de seminário. Gente do mundo, cientistas, literatos, artistas, militares, homens sem fé, que ridicularizavam o Evangelho e a religião crista. Essa gente colocou para Bonhoeffer o problema da comunicação da mensagem cristã. Sua fé não se abalou, porém se convenceu de que não se pode mais defendê-la com argumentos tradicionais. Não se pode mais basear o cristianismo nos instintos religiosos. Ao contrario, para falar de Cristo hoje é preciso partir das categorias a-religiosas, que refletem a autocompreensão que o homem moderno tem de si mesmo. Para esse homem a-religioso, o Evangelho deve ser expresso em toda sua pureza, como salvação de todo o homem (não só da alma) e de toda a realidade. Para Bonhoeffer o maior traço que caracteriza seu pensamento é a imitação de Cristo: “Jesus Cristo é o centro, é a força da bíblia, da Igreja, da teologia e também da humanidade, da razão, da justiça e da cultura. Tudo deve retornar a ele e só sob a sua proteção pode viver” (Ética).
Muito temos que aprender com este homem, que viveu a sua vida de acordo com a essência do Evangelho, Cristo.

1 comentários:
Muito bom seu texto ... li apenas "Vida comunitária" que já me rendeu muitas reflexões, e tenho o filme "Bonhoeffer" ... parabéns pelo blog ... Conheci através do "Céus & Terra" ... garnde abraç(o___
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